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COMUNICAÇÃO

A importância da comunicação no processo de evangelização.

Vamos falar sobre comunicação! Para começo de conversa, podemos observar que tudo na vida se comunica. Tudo interage. O universo é um grande “bate-papo” da vida. Deus, criador de tudo, realiza-se com nossas boas relações e se manifesta através delas.

Assim como tudo que há no mundo se comunica, Deus também se comunica conosco. E se utiliza de várias formas para fazê-lo. Dentre elas, está Sua palavra expressa através das sagradas escrituras.
Evangelho deriva da palavra grega euangelion, significa “boa mensagem”, “boa notícia” ou “feliz notícia”. Mas o que acontece quando ligamos a TV no noticiário, acessamos a internet ou abrimos o jornal? Crimes, terrorismo, miséria, fome, corrupção, desastres, calamidades, erotismo, fofocas e superficialidades.  Onde estarão as boas notícias? Onde está Deus?
Fazendo um passeio pela cidade, percebemos como estamos mergulhados num mundo de comunicação.

Existe um ditado que dizem sobre a qualidade do anúncio da Palavra de Deus: “Proclamam a Verdade como se fosse uma mentira, enquanto outros proclamam a mentira como se fosse a verdade”. Aqui está a primeira resposta: A boa nova precisa ser anunciada com PROPRIEDADE.  Num mundo que uso todo tipo de artifício para persuadir as pessoas ao consumo e a ideologias, a Palavra de Deus precisa ser proclamada com entusiasmo e alegria. Não é só uma mensagem “bonitinha” que vai fazer a diferença no coração das pessoas. O reino de Deus precisa ser um anúncio fervoroso, acompanhado de sinais (Mt 16, 17-18), que realmente mostrem que vale a pena optar por ela. Precisa ser algo que motive a pessoa a querer deixar uma vida de pecado, de vícios e de falsos prazeres para optar por uma vida muito mais vantajosa que é viver em Deus. Precisa ser realmente convincente. Precisa ser proclamada como algo experiência, vivido e latente em nós. Expresso com poder e autoridade, testemunhado por quem realmente vive o que prega.
Pense Nas pessoas nos dias atuais que ainda não conhecem a Cristo, por exemplo. Como posso tornar mais evidente a eles de que vale a pena seguir a Deus? Estão mergulhados num mundo de aparências. Vivem na era da imagem. A mídia têm sido cruel com a Igreja. Dogmas têm sido colocados em cheque nas novelas, filmes e mini-séries. Tudo que é polêmico gera maior audiência e, consequentemente, maior lucro para as emissoras na hora de vender espaços publicitários. Na novela, por exemplo, nunca mostram jovens alegres que vivem com entusiasmo sua fé, nem pessoas que encontram plena alegria em suas vocações. Isso não dá ibope. E por aí vai se engrossando a lista da mídia que desvirtua, com filmes, revistas, livros, músicas, etc.
Afinal, tudo que aparece na mídia nos parece ser a verdade. Não somos treinados a pensar sobre os interesses que manipulam as informações que nos são apresentadas. Uma coisa é certa e clara: cada vez mais o homem tem tido sede de Deus. E pela falta de oportunidade, de não encontrar Deus, acabam se entregando a todo tipo de paixões. “Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rom 10,14). As pessoas querem realmente ver Jesus, não um Jesus teórico ou histórico, mas um Jesus vivo, ressuscitado, presente hoje e atuante em nossas vidas. É esse Jesus, essa “feliz notícia”, que precisa ser anunciada aos quatro ventos. E isso é dever conseqüente de todos nós que tivemos a graça oportuna de conhecê-lo de forma pessoal.
Uma vez que falamos de conteúdo, podemos agora falar de técnica.
Na época de Jesus, não existia microfones, nem caixas de som, nem TV, rádio ou internet. No entanto a boa nova foi anunciada com eficácia e, por conta disso, eu e você somos hoje discípulos. Jesus também se valeu de técnicas para pregar. Subia no monte ou na barca para projetar melhor sua voz e ser ouvido por toda a multidão. Usava de exemplos comuns ao povo simples, as parábolas, a fim de explicar o reino de Deus e ser entendido por eles. A moeda, o peixe, os pássaros, o samaritano, a figueira, etc, eram elementos para a evangelização. Jesus tinha uma criatividade surpreendente. Mas, acima de tudo, Jesus era o mensageiro e a própria mensagem.
A palavra proclamada tinha um efeito avassalador porque poderia ser dita à multidão, mas sempre tocava a cada um de modo pessoal. A comunicação inter-pessoal sempre será mais importante que todas as aparelhagens modernas. É no comprometimento de pessoa a pessoa que se cria a relação de amor, plena manifestação de Deus.

É inegável a falta de conteúdo dos meios de comunicação.  É inegável também que esses mesmos meios de comunicação, também estão à nossa disposição para o anúncio do evangelho. Falta-nos o preparo e a coragem.
Na igreja, comunidades e movimentos precisamos mobilizar ações para viabilizar e ganharmos os espaços da mídia. A Palavra de Deus precisa estar na TV, no rádio, na internet, na revista, no jornal, no mural, enfim, em todo lugar. O mundo está erguendo antenas, e falando a um público que não vai à igreja. Precisamos lançar as redes em águas mais profundas. Necessário, porém, é o preparo para isso. Evangelizar com uma linguagem moderna e adequada a públicos específicos. Assim como Jesus, que discursava com habilidade e adequava o anúncio do reino ao simples pescador ou aos sábios do templo. A mensagem, utilizando-se do meio que for, seja pela voz, pela imagem, pela música, enfim, precisa ser a manifestação da presença de Jesus no meio de nós que alcança o coração das pessoas em suas realidades de vida, sem, contudo, lançar mão da qualidade e profissionalismo.
“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2, 1-4).
O Espírito Santo, o dom gratuito do Pai, o mesmo Espírito que desceu sobre os apóstolos e os batizou naquele dia, e os fez intrépidos evangelizadores que não temiam nem mesmo a morte, também está disponível a nós hoje. Nos impulsiona, nos enche de coragem e nos faz profetas e evangelizadores. Através Dele, podemos proclamar o evangelho na linguagem necessária ao entendimento dos povos e nações. O mundo precisa de “línguas de fogo” que, com sua mensagem, sejam percursores para que o coração das pessoas seja incendiado e assim sejam novas criaturas. Filhos e filhas de Deus. Para que o mundo diga, como os discípulos de Emaús: “Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24, 32).
Comunicar é algo natural dos seres vivos. Comunicar o evangelho é vital para quem experimentou o amor de Deus. Seja você também um comunicador da boa nova.

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